Infraestrutura de TIC

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Centro de Dados Compartilhados (CDC)

O projeto visa garantir a segurança dos dados da comunidade acadêmica brasileira, ao desenvolver em fase piloto serviços de armazenamento e processamento em nuvem (cloud computing) para as instituições de ensino e pesquisa no Brasil.

Lançado em 2012 pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o projeto prevê a instalação de dois data centers de contêiner, em parceria com a empresa chinesa Huawei: um no Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), em Recife, e outro no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), em Manaus.

Assim, visa reduzir a fragilidade que as instituições de ensino e pesquisa experimentam na hospedagem de um volume crescente de informações e aplicações, decorrente da falta de recursos adequados de infraestrutura e suporte, além da identificação de oportunidades para reduzir os custos e aumentar a agilidade no uso de hardware e software.

Distribuição de Conteúdos Digitais (DCD)

É um programa que tem por objetivo atender às necessidades de Distribuição de Conteúdo Digital dos proponentes, beneficiando as organizações usuárias da RNP, promovendo o desenvolvimento tecnológico e dispondo de conhecimentos técnico e metodológico para conceber, desenvolver e integrar soluções inovadoras para rádios e TVs, em benefício das organizações usuárias da RNP. Suas principais iniciativas são a disseminação do middleware Ginga para TV digital, a Rede de Intercâmbio de TVs e Rádios Públicas (RITVRP) e a implantação do serviço experimental de Monitoramento da Programação do Serviço de Acesso Condicional (MP-SeAC).

Disseminação Ginga

A iniciativa constitui em um importante instrumento para fortalecer as ações da RNP junto às políticas públicas de TV Digital, em especial a política nacional para desenvolvimento de conteúdos criativos, dentro do amplo programa de cooperação com o Ministério das Comunicações, denominado Programa Ginga Brasil, criado pela Portaria MC Nº. 482, de 6 de dezembro de 2012, com o objetivo de estimular o desenvolvimento do padrão nacional de interatividade para a televisão digital brasileira.

Dentre suas iniciativas, podemos destacar a capacitação de profissionais no desenvolvimento de conteúdos e aplicações interativas de TV Digital no padrão Ginga-NCL; a implantação de laboratórios de teste e um repositório de conteúdos e aplicativos, incluindo o desenvolvimento de uma ferramenta que permite o compartilhamento dos aplicativos desenvolvidos, chamada de ICDi (Intercâmbio de Conteúdos Digitais Interativos); e a criação de um serviço experimental de distribuição de conteúdos digitais multimídia (CDN – Contente Delivery Network).

Rede de Intercâmbio de Conteúdo nas TVs e Rádios Públicas (RITVRP)

Desenvolvida sob a coordenação da RNP e instalada em uma estrutura de servidores montada sobre a rede Ipê, a RITVRP propicia o intercâmbio de conteúdos digitais entre as unidades da EBC e dessas com as TVs universitárias. Assim, uma matéria produzida (vídeo e/ou áudio) no Pará sobre os Recursos Hídricos da Amazônia, por exemplo, pode ser veiculada, com a devida permissão, pela associada do Rio de Janeiro, o que permite um maior ganho financeiro e de tempo de produção.

A RITVRP funciona, desde 2009, com centro na EBC, ligada à Presidência da República, formando um domínio com servidores instalados nas associadas Funtelpa (PA), IRDEB (BA), TV Brasil São Luis (MA), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Brasilia (DF), além de possuir um servidor (storage) no Internet Data Center (IDC) da RNP em Brasília. Esse conjunto de parceiros formam o domínio “TV Brasil”.

Outros se beneficiam do uso do serviço de intercâmbio, como a rede de TVs universitárias, com 20 emissoras em várias cidades brasileiras, que compõem o domínio ITVU (Intercâmbio de Conteúdos nas TVs Universitárias). TV Escola, Rede Universitária de Telemedicina (Rute) e Associação Brasileira de TVs Universitárias (ABTU) são também redes usuárias.

Atualmente, são cinco domínios, mais de 50 servidores instalados, com mais de 15.000 unidades de conteúdo armazenados e mais de 60.000 trocas de conteúdo realizadas desde então.

Monitoramento da Programação de Serviço de Acesso Condicionado (MP-SeAC)

O projeto MP-SeAC vem sendo executado como parte de um programa de cooperação conjunta entre a Ancine, a Cinemateca Brasileira e a RNP para desenvolvimento de uma Plataforma de Monitoramento do serviço de captura de dados de conteúdo audiovisual ofertados pelas empacotadoras e programadoras do Serviço de Comunicação de Acesso Condicionado – Plataforma MP-SeAC.

Essa plataforma constitui uma solução inédita e inovadora, totalmente planejada e desenvolvida no âmbito dessa cooperação e instalada na Cinemateca Brasileira, em São Paulo/SP, que permite prover à ANCINE das informações necessárias para sua atuação institucional em cumprimento às obrigações de regulação e fiscalização das atividades de programação e de empacotamento de conteúdo audiovisual para o segmento de mercado e de serviço de acesso condicionado definidas pela Lei nº 12.485/2011.

Dentre os preceitos da lei, é estabelecido um período mínimo de três horas e 30 minutos semanais de programação nacional inédita em que as emissoras do serviço de acesso condicionado devem veicular, com vistas a promover um salto significativo na produção de conteúdo audiovisual nacional. Destaca-se, ainda, a formação de um acervo digital na Cinemateca Brasileira para ser disponibilizado para sociedade, proveniente dos canais do Serviço de Acesso Condicionado que estão sendo indexados e armazenados na plataforma MP-SeAC.